O câncer de mama é o segundo mais comum de ocorrer no mundo inteiro e o mais freqüente nas mulheres. Se o diagnóstico é precoce e o tratamento é feito de maneira oportuna, o resultado tende a ser bom. Acontecem muitas mortes por câncer de mama no Brasil porque a doença é identificada quando já é tarde demais. No geral, a chance de continuar viva é de sessenta e um casos em cem.

É raro de ser diagnosticado antes dos trinta e cinco anos, mas a partir daí o risco cresce rapidamente e de maneira progressiva. As estatísticas mostram o aumento dos casos em todos os países. Para dois mil e doze, a estimativa de novos casos está em cinquenta e dois mil seiscentos e oitenta. Em dois mil e dez morreram doze mil oitocentos e cinquenta e duas pessoas, sendo doze mil setecentos e cinco mulheres e cento e quarenta e sete homens.

Para a prevenção do câncer de mama é importante que se evite a obesidade e se procure ter uma dieta que seja equilibrada e que se pratique exercícios físicos regularmente. O excesso de peso é um fator de risco e aumenta a probabilidade do desenvolvimento da doença. O consumo de álcool, ainda que em quantidade moderada, não é aconselhado, pois também é um fator de risco. Também é interessante evitar exposição a radiações ionizantes antes dos trinta e cinco anos. O uso de pílulas anticoncepcionais com altas doses de estrogênio, o hormônio feminino por longo período e o uso de anticoncepcional precocemente, antes da primeira gravidez pode ser um fator de risco, embora a literatura médica ainda não possa fazer uma relação certeira.

Entre os sintomas está alterações na pele que cobre a mama, abaulamentos ou retrações, o que inclui o mamilo, ou também aspecto de casca de laranja. Secreção no mamilo pode ser suspeito. O sintoma mais fácil de ser observado é o caroço no seio que pode dar dor ou não. Há a possibilidade se ter os nódulos também na axila.

As causas hereditárias contribuem com apenas um e cada dez dos casos de câncer de mama, mas as mulheres que possuem casos na família, como mãe ou irmãs que ficaram doentes antes dos cinquenta anos tem risco maior. Pessoas com tais características precisam começar o acompanhamento médico a partir dos trinta e cinco anos. Também são fatores de risco ao câncer de mama: a mulher que tem menstruação precoce, menopausa após os cinquenta anos, primeira gravidez depois dos trinta anos ou não ter tido filhos. Essas mulheres também necessitam de buscar orientação médica o quanto antes.

Os métodos de detecção precoce mais eficazes são o exame clínico e a mamografia. O Exame Clínico das Mamas (ECM) feito por médico ou enfermeira que tenham treinamento para tal podem detectar até um centímetro de tumor, quando superficial. É recomendado que seja feito anualmente por mulheres entre os quarenta e quarenta e nove anos. Já a mamografia ou radiografia da mama deve ser feita por mulheres entre cinquenta e sessenta e nove anos bienalmente ou de acordo com recomendação médica e é capaz de detectar precocemente lesões iniciais que medem milímetros. É feito no mamógrafo, uma espécie de aparelho de raios-X onde a mama é comprimida para fornecer imagens melhores e que causem um diagnóstico melhor e o desconforto provocado pelo exame é suportável. A Lei de número onze mil seiscentos e sessenta e quatro do ano de dois mil e oito estabeleceu o direito à mamografia para todas as mulheres a partir dos quarenta anos. A Lei passou a vigorar no dia vinte e nove do mês de abril do ano de dois mil e nove.

Quando o câncer de mama é identificado no começo, quando as lesões são menores que dois centímetros, há maior possibilidade de cura. O diagnóstico precoce é uma estratégia de detecção precoce e consiste em abordar pessoas que tenham sinais ou sintomas da doença. Outra estratégia é o rastreamento que consiste em aplicar teste ou exame em pessoas que não tenham sintomas e pareçam saudáveis, objetivando lesões que sejam sugestivas para se poder encaminhar mulheres com resultados alterados para que sejam investigadas e tratadas. É importante que a mulher se toque para poder identificar alguma anormalidade o quanto antes possível.

No Brasil, o Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama vem se desenvolvendo há bastante tempo. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) desenvolveu em parceria com o Departamento de Informática do SUS (Sistema Único de Saúde) – DATASUS, o SISMAMA que é o Sistema de Informação do Câncer de Mama que foi instituído pela Portaria SAS de número setecentos e setenta e nove de dois mil e oito que passou a vigorar no mês de junho do ano de dois mil e nove. O sistema está em funcionamento nas clínicas de radiologia e laboratórios de citopatologia e histopatologia que fazem exames através do Sistema Único de Saúde nas coordenações de detecção precoce do câncer em nível estadual, regional e municipal.